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Jovem pede eutanásia para “parar de sentir dor”; entenda

Melisa Gaona em hospital. Foto: Reprodução

A colombiana Melisa Gaona, de 26 anos, formalizou em 2025 um pedido de eutanásia após anos de dor intensa causada por endometriose. Ela afirma que não desejava morrer, mas interromper um sofrimento que afetava atividades básicas, como comer, andar, urinar e evacuar. O diagnóstico formal da doença só chegou em 2024, embora os sintomas tenham começado na infância, segundo a BBC.

O pedido foi negado por uma junta médica de Bogotá sob o argumento de que ainda havia alternativas terapêuticas, entre elas uma cirurgia. Na Colômbia, a eutanásia é permitida para pessoas com doença grave e incurável que enfrentem sofrimento intenso e irreversível, após o esgotamento dos tratamentos disponíveis.

No fim de 2025, Melisa passou por cirurgia para retirar focos de endometriose e relatou melhora significativa, apesar de a dor não ter desaparecido.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 190 milhões de mulheres e meninas em idade reprodutiva convivam com endometriose no mundo. Para a ginecologista Raquel Magalhães, o atraso até o diagnóstico e o tratamento adequado é recorrente, pois muitas pacientes são levadas a tratar dores incapacitantes como algo normal. No Brasil, a eutanásia e o suicídio assistido são proibidos.