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VÍDEO – Jovem diz que foi vendida pela mãe na infância e tenta mudar certidão de nascimento

Heloísa Rodrigues em vídeo publicado nas redes sociais
Heloísa Rodrigues durante relato publicado nas redes sociais. Foto: Reprodução

A biomédica e estudante de Ciências Econômicas Heloísa Rodrigues, de 28 anos, recorre à Justiça desde 2024 para retirar o nome da mãe de sua certidão de nascimento. Ela relata ter sofrido anos de abusos praticados pela genitora durante a infância. Em primeira instância, a Justiça autorizou apenas a retirada dos sobrenomes maternos Alves Duque, mas negou o pedido para excluir a filiação materna do registro civil. A defesa apresentou recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo e aguarda julgamento. Com informações de g1.

O caso ganhou repercussão depois que Heloísa publicou um vídeo no sábado (18), no qual criticou a sentença e afirmou que a mãe a vendia para homens que abusavam sexualmente dela quando tinha 9 anos. A gravação ultrapassou 1 milhão de visualizações. “Por que a genitora precisa ser protegida de uma ‘morte civil’, mas a filha não pode ser protegida de continuar carregando, pelo resto da vida, o nome de quem a vendeu para homens desde os 9 anos e destruiu completamente a sua infância?”, escreveu.

Na sentença, proferida em 1º de dezembro de 2025, o juiz reconheceu que Heloísa sofreu “abusos, negligência e crueldade” da mãe e citou um estudo psicológico que relacionou o sofrimento psíquico da autora à figura materna. Apesar disso, entendeu que a exclusão da filiação materna não tem amparo na legislação brasileira e que o registro civil deve refletir a origem biológica da pessoa. A advogada Andrea Galliza afirmou ao g1 que o recurso busca equiparar as consequências jurídicas para pais e mães em casos de violações graves dos deveres parentais: “Heloísa não está diante do tribunal pedindo privilégio. Ela está pedindo equidade”.

@mesorregional⚖️ Uma jovem de 28 anos recorreu à Justiça para tentar retirar o nome da mãe de sua certidão de nascimento. A biomédica Heloísa Rodrigues afirma ter sido vítima de abusos e violência durante a infância. Embora a Justiça tenha reconhecido os maus-tratos e autorizado a retirada do sobrenome materno, o vínculo de filiação foi mantido por decisão de primeira instância. 📄 Agora, o Tribunal de Justiça de São Paulo analisará o recurso que busca excluir definitivamente a filiação materna do registro civil. 📲📰 Siga o @Mesorregional e leia a matéria com informações complementares em www.mesorregional.com.br (link na bio). ⚖️📱♬ som original – Mesorregional