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Jucá tentou raspar os cofres da Fundação do PMDB para pagar dívidas de campanha

Da Revista Época:

(…) Jucá foi a uma reunião às 11 horas numa mansão em Brasília, onde fica a sede nacional do PMDB e da Fundação Ulysses Guimarães, a FUG, ligada ao partido. Com ele, estavam Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil e ex-presidente da fundação; oito representantes do Conselho Curador da fundação; e o secretário-geral da FUG, João Henrique Souza. Na reunião, os chefes decidiram raspar o cofre da fundação, praticamente zerando suas reservas, e passar o dinheiro para o diretório nacional do PMDB. Uma decisão ilegal.

Os dirigentes cresceram o olho sobre o dinheiro da fundação em outubro do ano passado, logo depois das eleições. A campanha de 2016 foi dureza, por causa da Lava Jato e pela proibição de doações de empresas. Todo mundo entrou no jogo com pouco dinheiro e muita gente saiu endividada. Jucá prometera a correligionários um alívio: o repasse dos recursos da FUG para quitar dívidas de campanha. Prometera R$ 100 mil aos candidatos que disputavam o segundo turno e R$ 200 mil para aqueles que disputavam nas capitais. Além disso, foram prometidos R$ 80 mil para cada um dos 67 deputados da sigla para apoiar seus candidatos. O total equivalia a R$ 7,3 milhões.

Assim, naquele 26 de julho, por unanimidade (com apenas metade dos conselheiros presentes), os membros do Conselho Curador da FUG aprovaram o repasse dos R$ 5 milhões ao diretório (…)

Os promotores emitiram um parecer no dia 25 de agosto, apontando que a “transferência” era “irregular” e negaram o registro da ata. (…)