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Juiz não pode levar em conta se ex-presidente é candidato, diz advogado de Lula

Reportagem de Bernardo Barbosa e Nathan Lopes no Portal UOL.

A menos de duas semanas de um julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o petista, disse ao UOL que a Justiça não pode levar em conta, em um processo criminal, se um réu disputará ou não eleições.

No dia 24, Lula será julgado no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) no chamado processo do tríplex. No momento em que o petista lidera pesquisas de intenção de voto para presidente, a confirmação da condenação pode torná-lo inelegível e até mesmo levá-lo à cadeia. Sua defesa questionou o tribunal sobre a “celeridade extraordinária” do processo.

Quando perguntado, em entrevista nesta quinta-feira (11), se não seria melhor que Lula fosse julgado logo por causa da sua intenção de disputar as eleições, Zanin Martins respondeu que não se pode levar “questões externas” ao processo, principalmente quando se trata de um caso penal.

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Segundo ele, o questionamento sobre o andamento do processo do tríplex no TRF-4 não tem a ver com um eventual receio de que o tribunal dê uma decisão desfavorável a Lula, mas devido a uma preocupação com uma quebra de isonomia.

Para o advogado, é desejável que a Justiça dê respostas rápidas, mas “isso não pode acontecer apenas em um caso, apenas em processos que envolvem uma pessoa”.

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Se a sessão não for adiada e Lula for de fato a julgamento no dia 24, passará a ser o político investigado na Lava Jato mais rapidamente julgado no TRF-4.

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Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula. Foto: Pedro Zambarda/DCM