Juiz nega “último abraço” a jovem condenado à prisão perpétua

O juiz Nick Thompson condenou Thomas Stein, de 18 anos, à prisão perpétua pelo assassinato da adolescente Kayla Rincon-Miller, de 15, em Cape Coral, na Flórida. Após ouvir a sentença, o jovem pediu autorização para abraçar a família antes de deixar o tribunal, mas o magistrado negou o contato físico.
O crime ocorreu em março de 2024, quando Kayla caminhava de um cinema para um McDonald’s com duas amigas. Segundo a Promotoria, Stein, então com 16 anos, e Christopher Horne Jr. circulavam de carro pela região à procura de veículos para arrombar, mas acabaram abordando as jovens durante uma tentativa de assalto. Kayla levou um tiro no peito à queima-roupa e morreu pouco depois; investigadores apontaram Stein como autor do disparo fatal e mentor da ação.
Horne, também adolescente na época, fechou acordo de colaboração e recebeu em maio pena de 25 anos de prisão. A defesa de Stein tentou obter a mesma punição, alegando participação conjunta no crime, mas Thompson rejeitou o pedido ao considerar diferentes os papéis dos dois. Mesmo menor de idade no momento do assassinato, Stein respondeu como adulto, prática permitida pela legislação da Flórida em crimes violentos.
Depois da sentença, Stein apelou ao juiz: “Se eu pudesse lhe pedir apenas uma coisa… Se, antes de sair do tribunal, eu pudesse dar um abraço na minha família… o senhor permitisse isso?”. Thompson respondeu: “Não posso atender. Você pode se despedir, mas não pode haver contato físico”. O condenado deixou a audiência sob custódia, enquanto familiares apenas acenaram e trocaram palavras rápidas sob supervisão de agentes.
