Juiz que atuou na Lava Jato será investigado por furto de champanhes

O juiz federal Eduardo Appio, que comandou a 13ª Vara Federal de Curitiba durante parte da Operação Lava Jato, é alvo de uma nova apuração interna no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O tribunal recebeu um ofício da Polícia Civil de Santa Catarina relatando que o magistrado é citado em um boletim de ocorrência por suposto furto de duas garrafas de champanhe em um supermercado de Blumenau. Cada garrafa foi avaliada em R$ 540.
Appio negou qualquer envolvimento e afirmou que “não sabia de nada”. Em mensagem enviada à imprensa, classificou a denúncia como “boato político” e disse que tomará medidas legais contra o que chama de perseguição. Depois, apagou as publicações e deixou apenas um texto afirmando que “não autorizava escrever nada” em seu nome.
Segundo fontes do TRF-4, há registros de imagens do episódio e a Corregedoria da corte instaurará um procedimento para verificar os fatos. Embora ainda não haja decisão, integrantes do tribunal avaliam a possibilidade de afastamento cautelar do juiz.
O boletim, feito por um funcionário do mercado, cita que o veículo usado no momento do furto pertence a Appio, embora as descrições físicas não coincidam com sua aparência. O magistrado já havia sido afastado da Lava Jato em 2023, após ser acusado de ter ligação com uma ligação anônima a familiares de um desembargador do TRF-4.
