Juízes da Lava Jato ficam fora de greve em defesa do auxílio-moradia, mas nenhum abdica da mamata
A Folha conta que juízes federais da Lava Jato não irão aderir à greve desta quinta-feira, dia 15, marcada em defesa do auxílio-moradia.
João Pedro Gebran Neto, Victor Laus e Leandro Paulsen, juízes do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), corte que julga processos da Lava Jato na segunda instância, têm sessão marcada na quinta. O mesmo acontece com o juiz Marcelo Bretas, responsável pelas ações da operação no Rio de Janeiro.
O site da Justiça Federal do Paraná informa que o juiz Sergio Moro não tem audiências no dia da greve. Questionada sobre a possível adesão do magistrado à paralisação, a assessoria de imprensa do órgão respondeu, em nota, que o juiz não irá se manifestar sobre o assunto. (…)
A mobilização desta quinta foi convocada pela Ajufe (Associação de Juízes Federais do Brasil) e, segundo a instituição, teve aprovação de 81% dos mais de 1.300 magistrados federais. A paralisação é um manifesto contra a possibilidade de revisão do auxílio-moradia pago aos juízes, que será discutida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 22 de março.
Moro recebe R$ 4.378 mensais em auxílio-moradia, tendo apartamento em Curitiba ao lado do trabalho. Bretas foi à Justiça para que ele e sua mulher, que também é juíza, pudessem receber o penduricalho em dose dupla, apesar da resolução do CNJ vetando a remuneração a casais que dividam o mesmo teto.
Não vão fazer paralisação, mas nenhum deles pensou em abdicar da mamata.

