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Júri admite que PMs mataram jovem rendido em Paraisópolis, mas absolve dupla

Policial armado diante de homens com as mãos levantadas em quarto de casa em Paraisópolis
Policial armado diante de homens com as mãos levantadas em um quarto de casa em Paraisópolis. Foto: Reprodução

O júri popular reconheceu que os policiais militares Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima fizeram os disparos que mataram Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Ainda assim, os sete jurados decidiram absolver os agentes da acusação de homicídio qualificado. O julgamento terminou na noite desta quinta-feira (30), no Fórum da Barra Funda.

As imagens das câmeras corporais registraram os tiros dentro de um quarto da residência, onde Igor estava desarmado e rendido, conforme a acusação. A defesa sustentou que os policiais agiram em legítima defesa e afirmou que as gravações mostravam apenas parte da ocorrência. Os jurados não precisam justificar os votos no Tribunal do Júri.

O Ministério Público recorreu da decisão, e os advogados da família pedem um novo julgamento por considerarem o resultado contrário às provas do processo. Os dois PMs deixaram a prisão nesta sexta-feira (31) e permanecerão em funções administrativas enquanto a Secretaria da Segurança Pública conduz um Conselho de Disciplina sobre o caso.