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Justiça aceita denúncia contra loja de grife por trabalho escravo

Duas faces da mesma moeda

Do facebook do Ministério Público Federal

Em São Paulo, a Justiça Federal aceitou a denúncia feita pelo MPF contra a loja de roupas Gregory por trabalho escravo.

Ao todo, em fevereiro e março de 2012, foram resgatadas 22 vítimas submetidas a condições degradantes, jornadas exaustivas e atividades forçadas.

Os costureiros recebiam em média R$ 3 por peça produzida e ainda pagavam com sua força de trabalho pelas passagens utilizadas para virem da Bolívia.

A fiscalização flagrou inclusive um bebê, com um mês de vida, que dormia entre os motores de duas máquinas de costura, em um berço improvisado com caixas de papelão.

A mãe, que amamentava o filho durante a jornada de trabalho, nada recebeu durante o período que ficou no hospital após o parto e, ao retornar à oficina, voltou a trabalhar imediatamente.