Justiça condena veterinário que torturou empregado a indenização de quase R$ 1 milhão

Um veterinário condenado a 42 anos de prisão por torturar um funcionário em Farroupilha (RS) também foi sentenciado pela Justiça do Trabalho ao pagamento de quase R$ 1 milhão em indenizações. A decisão é do juiz Eduardo Batista Vargas, da Vara do Trabalho de Farroupilha.
Na ação individual, o magistrado determinou o pagamento de R$ 350 mil por dano moral, R$ 179,8 mil por perda de capacidade laboral, R$ 16,3 mil por perda de função digestiva, R$ 60 mil para custeio de tratamento médico e R$ 30 mil por dano estético. Em outro processo movido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-RS), o réu e suas empresas foram condenados a pagar mais R$ 350 mil por dano moral coletivo, valor que será destinado a projetos sociais.
Os crimes ocorreram em agosto de 2021, quando o veterinário suspeitou que o funcionário havia furtado dinheiro da clínica. Segundo o processo, ele e outros dois homens mantiveram a vítima em cárcere privado e a submeteram a sessões de tortura, que incluíram agressões físicas, choques elétricos e violência sexual. O trabalhador sobreviveu e denunciou o caso.
Na sentença, o juiz afirmou que a indenização é justificada pelo “extremo sofrimento físico, psicológico e íntimo imposto ao reclamante”, destacando que as agressões “afetaram profundamente sua dignidade e saúde”. O réu ainda pode recorrer da decisão trabalhista.
