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Justiça livra Emílio Surita de processo por homofobia contra repórter da Globo

Emílio Surita e Marcelo Cosme. Foto: Reprodução

A Justiça Federal determinou o arquivamento do inquérito aberto contra Emílio Surita, apresentador da Jovem Pan, por um possível caso de homofobia envolvendo Marcelo Cosme, jornalista da GloboNews. A decisão foi proferida pela juíza federal Natália Luchini e atendeu a pedido do Ministério Público Federal.

O caso teve origem em um comentário feito por Surita em julho de 2024, durante o programa “Pânico na Band”. “Vou assim, andando gostosamente, bem Caetano Veloso, bem GloboNews. Como é que chama aquele cara que faz aquele programa à noite, o simpático?”, disse. O inquérito tramitava na 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo. No pedido de arquivamento, o MPF afirmou que Surita não havia zombado da orientação sexual do jornalista, mas feito uma sátira no contexto do programa.

Na decisão, a procuradora Milena Tostes Haber afirmou que “o comentário propagado pelo investigado configura apenas sátira direcionada a programa jornalístico”, acrescentando que a fala ocorreu “dentro do exercício da livre manifestação do pensamento”. Durante a apuração, Cosme declarou ter se sentido atingido e relatou ataques nas redes sociais, enquanto Surita afirmou não ter citado o jornalista nominalmente nem saber quem ele era.