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Justiça manda prender mulher de suspeito de ser líder do PCC

Inscrição do PCC em muro. Foto: Folhapress

O desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu a prisão domiciliar de Carla de Paula Muller e restabeleceu sua prisão temporária. Carla, mulher de Antônio José Muller Júnior, o Granada, apontado como líder do PCC, recebeu voz de prisão no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, na quarta (30), quando iria assinar o termo de compromisso da domiciliar.

A Polícia Militar levou Carla ao 7º DP, na Lapa, mas o delegado a liberou em razão das restrições da legislação eleitoral. A defesa afirma que ela cuida da filha de 10 anos, enquanto o pai da criança cumpre pena em presídio federal, e cita quadro de transtorno bipolar, depressão severa e crises de pânico. Os advogados devem recorrer da decisão.

A Polícia Civil investiga Carla por supostamente transmitir ordens e recados do PCC para o marido preso e atuar em negócios ligados à exploração de linhas de ônibus. Ela é uma das 16 pessoas alvos da Operação Vectura Corrupta, que também prendeu o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans Levi de Oliveira e outros investigados por suspeita de infiltração da facção em empresas de transporte e no poder público.