Justiça manda prender Oruam por problemas em tornozeleira eletrônica

A juíza Tula Correa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), decretou nesta terça (3) a prisão preventiva do rapper Oruam. A decisão aponta o descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas pela Justiça, especialmente relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica.
Segundo a coluna de Fábia Oliveira no Metrópoles, o mandado de prisão foi expedido minutos após a assinatura da decisão e encaminhado à 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo os autos, a tornozeleira eletrônica de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome civil do artista, está desligada desde o dia 1º de fevereiro.
Relatórios de monitoramento indicaram diversas violações, incluindo registros inconclusivos nos meses de novembro e dezembro, sem indicação clara de local e horário. De acordo com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 43 dias o equipamento apresentou 28 interrupções, principalmente durante a noite e aos fins de semana. A defesa alegou “problemas de carregamento de bateria”, argumento rechaçado pelo relator, que afirmou que a conduta representa risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.
Oruam havia sido preso em julho de 2025, indiciado por sete crimes, entre eles tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Posteriormente, ele também foi denunciado por tentativa de homicídio contra policiais. Em setembro, o STJ substituiu a prisão por medidas cautelares, como recolhimento domiciliar noturno e uso de tornozeleira, agora consideradas descumpridas pela Justiça.
