Apoie o DCM

Justiça manda soltar dois investigados por morte em rope jump

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Foto: Reprodução

A Justiça mandou soltar dois homens investigados no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump sem cordas de segurança em Limeira, no interior de São Paulo. A decisão da juíza Marcella Caliani, da 2ª Vara Criminal de Limeira, saiu nesta quarta-feira (08), depois que a Polícia Civil pediu a revogação das prisões temporárias por falta de provas.

João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, e Gabriel Barros Martins, de 30, estavam presos desde 20 de junho. João era investigado pela suspeita de sumir com a câmera acoplada ao braço da vítima, acusação que ele negou em uma carta; a investigação não encontrou elementos suficientes para indiciá-lo. Gabriel, apontado como integrante eventual da equipe, atuava na debreagem, etapa em que a corda passa a sustentar o praticante após a queda livre, mas a polícia concluiu que ele não tinha como visualizar a eventual ausência de cordas na vítima no momento do salto.

Na decisão, a magistrada citou o pedido da polícia e a manifestação favorável do Ministério Público: “Se a própria autoridade responsável pela investigação afirma que a segregação cautelar não é mais necessária ao êxito dos trabalhos investigatórios, esvazia-se o fundamento que autorizou a decretação da medida”. João deixou a cadeia em Limeira no fim da tarde desta quarta, segundo seus advogados.

O Ministério Público de São Paulo denunciou na terça-feira (07) quatro pessoas pela morte de Maria Eduarda, ocorrida em 13 de junho na Ponte do Esqueleto, após uma queda de cerca de 40 metros. A organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pela Entre Cordas, e os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram acusados de homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A defesa de Evelyne disse que demonstrará a “absoluta inocência da acusada”.