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Justiça mantém prisão de Sidney Oliveira, da Ultrafarma, após audiência de custódia

Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma. Foto: reprodução

A Justiça de São Paulo manteve a prisão temporária de Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma, durante audiência de custódia no Fórum de Guarulhos nesta quarta-feira (13). Ele cumprirá cinco dias de detenção no 8º DP do Belenzinho, junto com outros investigados da Operação Ícaro, que desarticulou um esquema de corrupção envolvendo propina a auditores da Secretaria da Fazenda para facilitar restituição de créditos de ICMS.

O diretor da Fast Shop, Mário Gomes, também segue preso após audiência na terça (12), enquanto o auditor fiscal Artur Gomes da Silva, apontado como operador central do esquema, passou por custódia em Santo André. Duas semanas antes, Sidney Oliveira havia firmado acordo para pagar R$ 32 milhões em outro processo do GAECO, mas não evitou a prisão na nova operação. O Ministério Público revelou que o próprio auditor contratou advogados para defender o empresário no acordo anterior.

Investigadores descobriram que Sidney Oliveira era copiado em e-mails trocados entre contadores da Ultrafarma e que o auditor tinha acesso ao certificado digital da empresa. Já o executivo da Fast Shop trocou mais de 200 mensagens com o servidor para agilizar ressarcimentos. O esquema movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas, segundo o MP.

Outras empresas como Rede 28 Postos, Allmix Distribuidora, Calunga e Grupo Nós (dono da Oxxo) são investigadas por práticas similares. A Oxxo afirmou não ter sido notificada e destacou compromisso com a legalidade, enquanto a Allmix disse que se manifestará após analisar o inquérito.