Justiça nega alegação de pobreza do bolsonarista João Appolinário, dono da Polishop

A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de gratuidade feito pelo empresário João Appolinário, fundador da Polishop, em um processo de execução de dívida estimada em R$ 12,9 milhões. Com a decisão, ele terá de arcar com as custas judiciais, que somam cerca de R$ 115 mil.
Segundo a coluna de Rogério Gentile no UOL, Appolinário solicitou o benefício alegando dificuldades financeiras e afirmou que a situação estaria ligada à recuperação judicial da Polishop, iniciada após a empresa enfrentar problemas econômicos. A defesa argumentou que a crise da também afeta o patrimônio pessoal dele.
A desembargadora Jonize Sacchi de Oliveira, no entanto, entendeu que não houve comprovação suficiente de falta de recursos. Na decisão, afirmou que a simples declaração de pobreza não é suficiente e que o empresário não demonstrou de forma clara a incapacidade de pagar as despesas do processo, além de possuir participação em outras empresas.
Nos últimos meses, Appolinário acumulou derrotas judiciais relacionados a dívidas. Ele já teve passaporte bloqueado em ação movida pelo banco Itaú e foi alvo de ordem de penhora de bens em outro processo. A cobrança atual foi apresentada pela empresa Conair do Brasil, que busca receber valores mesmo após ter sido incluída como credora na recuperação judicial da Polishop.
