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Justiça nega indenização a trabalhador apelidado de “Beiçola”

Homem em ambiente de trabalho
Homem em ambiente de trabalho. Foto: Reprodução

Um trabalhador recorreu à Justiça do Trabalho após afirmar que colegas e um supervisor passaram a chamá-lo de “Beiçola” no ambiente profissional. Na ação, que tramitou no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), ele pediu indenização por danos morais, alegando ter sofrido “condutas humilhantes e vexatórias por parte do supervisor imediato”.

Segundo o profissional, o apelido começou com o chefe e logo se espalhou entre os demais funcionários. Ele também afirmou que o constrangimento chegou ao ápice quando uma caricatura com traços exagerados de seus lábios foi confeccionada e afixada nas dependências da empresa.

O juiz do trabalho Gilvandro Oliveira negou o pedido após ouvir as testemunhas do caso. Colegas de trabalho relataram que o reclamante mantinha um bom relacionamento com o supervisor, que o uso de apelidos era uma prática comum na fábrica, e que o próprio autor costumava chamar outros funcionários de “Papai Smurf” e “Tartaruga Ninja”. O magistrado também apontou que a existência ou afixação da caricatura não foi comprovada no processo, concluindo pela ausência de assédio moral.