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Justiça nega pedido do “Careca do INSS” contra uso de apelido na mídia

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, era o principal articulador de um complexo esquema de descontos irregulares na autarquia – Foto: Reprodução

Na quinta-feira (22), a Justiça negou o pedido do empresário e lobista bolsonarista Antonio Carlos Camilo Antunes para que não fosse mais chamado de “Careca do INSS”. A decisão foi da 6ª Vara Criminal de Brasília, após uma queixa-crime apresentada por ele, que alegava calúnia e difamação em publicações que utilizaram o apelido.

O juiz José Ronaldo Rossato considerou que o uso da expressão “Careca do INSS” não configura crime e destacou que a alcunha, “embora de gosto duvidoso”, foi utilizada como forma de identificação pública. Ele afirmou: “As expressões utilizadas nas matérias jornalísticas, inclusive a alcunha ‘Careca do INSS’, embora de gosto duvidoso, não se reveste, por si só, de carga ofensiva suficiente para configurar crime”.

Antonio Carlos é citado em relatórios da Polícia Federal (PF) no contexto das investigações que apuram fraudes relacionadas a descontos irregulares no INSS. Em abril, ele foi um dos alvos da operação. Segundo estimativas do governo, o esquema pode ter prejudicado quatro milhões de pessoas e movimentado cerca de R$ 6 bilhões.