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Justiça manda prender bombeiro que matou estudante de medicina

Bruno Hashimura San Juliano em ambiente com modelos anatômicos ao fundo
Bruno Hashimura San Juliano, morto aos 23 anos após uma discussão de trânsito. Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira (02) a prisão preventiva do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, 28, pela morte do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, 23, após uma discussão de trânsito em Taubaté, no interior paulista. A decisão atende a um recurso do Ministério Público contra a liberdade provisória concedida ao militar após a audiência de custódia.

O tribunal apontou que Oliveira responde por “crime hediondo, homicídio duplamente circunstanciado”, por motivo fútil e com recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. A defesa ainda pode recorrer. O advogado Claudio Rodrigues Moreira afirmou que não havia recebido notificação da decisão e sustentou anteriormente que o bombeiro agiu em legítima defesa.

O caso ocorreu na quarta-feira (30), na avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como avenida do Povo. Em depoimento, o bombeiro disse ter acreditado que Bruno mostrava uma arma e efetuou quatro disparos, mas nenhuma arma foi encontrada com o estudante. Socorrido ao Hospital Regional de Taubaté, Bruno não resistiu aos ferimentos. Ele era casado, pai de uma criança e cursava medicina na Universidade de Taubaté.