Justiça reduz pena de mulher condenada por golpes em pessoas com deficiência

A Justiça do Distrito Federal manteve a condenação de Alexsandra Feliciano Borges Flor, de 24 anos, por aplicar golpes contra pessoas com deficiência intelectual. O tribunal, porém, reduziu a pena de 5 anos e 7 meses para 4 anos e 5 meses de prisão, em regime semiaberto, ao avaliar que a vulnerabilidade das vítimas não poderia aumentar a punição em duplicidade.
A denúncia apontou que Alexsandra usava nomes falsos e simulava relacionamentos amorosos iniciados pelas redes sociais para se aproximar das vítimas. Depois de criar vínculos de confiança, ela as induzia a abrir contas e cartões, contratar empréstimos e fazer transferências via Pix.
Em alguns casos, prometia prêmios em dinheiro ou ameaçava cancelar o CPF das pessoas caso elas não seguissem suas orientações. Nove relatos reunidos entre 2024 e 2025 somaram R$ 42.929,86 em prejuízos. Alexsandra aparece como autora em 14 ocorrências de estelionato contra pessoas com deficiência na Polícia Civil do Distrito Federal e responde a duas ações penais após denúncia do MPDFT.
Em depoimento à polícia, ela admitiu receber valores, mas negou intenção criminosa e afirmou que perdeu parte do dinheiro em apostas on-line e no jogo do Tigrinho.
