Justiça reduz penas de condenados pelo incêndio da Boate Kiss

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) reduziu, nesta terça (26), as penas dos quatro condenados pelo incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, mas manteve as prisões. A decisão foi unânime na 1ª Câmara Especial Criminal. O caso segue sendo um dos maiores desastres da história do país, com 242 mortos e 636 feridos em janeiro de 2013.
Inicialmente, o Tribunal do Júri havia condenado em 2021 os sócios da boate Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, além dos músicos Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, da banda Gurizada Fandangueira. As defesas tentaram anular o julgamento, pedindo novo júri e redução de penas, mas não tiveram êxito na anulação.
A relatora do caso, desembargadora Rosane Wanner da Silva Bordasch, aceitou parcialmente os recursos e votou pela diminuição das penas. Os sócios tiveram suas condenações reduzidas de 22 e 19 anos para 12 anos, enquanto os músicos passaram de 18 para 11 anos de reclusão em regime fechado.
O Ministério Público havia defendido a manutenção das condenações e destacou a gravidade do crime. Apesar da redução de tempo de prisão, o TJ-RS reforçou que as condenações permanecem válidas e que todos os acusados continuarão cumprindo pena.
