Justiça manda soltar PM réu pela morte de estudante de medicina em SP

O Tribunal de Justiça de São Paulo mandou soltar o policial militar Bruno Carvalho do Prado, um dos réus pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos. O caso ocorreu em novembro de 2024, durante uma abordagem em um hotel na Vila Mariana, na zona sul da capital.
Prado estava preso desde o início de agosto após uma denúncia de suposta violência doméstica apresentada à Justiça por um advogado da família do estudante. Na quarta-feira (16), o tribunal aceitou o pedido de habeas corpus da defesa. O relator, desembargador Mazina Martins, apontou que as medidas protetivas relativas ao caso haviam sido indeferidas em abril, depois que a mulher do PM negou agressões.
O policial deverá comparecer mensalmente à Justiça, manter o endereço atualizado, não contatar familiares de Marco Aurélio nem testemunhas e não portar armas, pessoais ou funcionais. Ele também só poderá exercer funções administrativas na Polícia Militar. Prado e Guilherme Augusto Macedo, autor do disparo que matou o estudante, respondem por homicídio doloso e devem ir a júri popular.
