Justiça torna réus quatro responsáveis por salto sem cordas que matou jovem

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem morreu em 13 de junho, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Os três homens respondem por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Evelyne, apontada como organizadora do evento, responde por homicídio com dolo eventual qualificado por omissão imprópria e por fraude processual. O MP sustenta que os responsáveis pelo salto conheciam os riscos da atividade, mas não adotaram cautelas como a conferência da conexão da corda de segurança e a dupla checagem dos equipamentos.
A Justiça também converteu em preventiva a prisão temporária de Evelyne; os demais já estavam presos preventivamente. O processo contra Kauê Felipe Silva Silveira, Luís Gustavo de Oliveira, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins acabou arquivado, e os dois últimos haviam deixado a prisão na semana anterior após a Polícia Civil apontar que eles não tiveram relação com a morte. A defesa de Maicon e Luis Felipe afirmou que discorda da denúncia e que os clientes não tiveram intenção de matar nem assumiram o risco: “Diante disso, a defesa demonstrará em Juízo a conduta culposa dos Réus, sem incidência de quaisquer qualificadoras para o crime”.
