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Kátia Abreu diz que Temer tem efeito Teflon ao contrário: nada de bom cola nele

A senadora Kátia Abreu foi na ferida, ao ler uma reportagem do UOL sobre os planos de Michel Temer para as eleições de 2018 — Temer teria planos, costura alianças, quer estar no jogo, embora devesse, prioritariamente, se preocupar com a possibilidade de ir em cana a partir de janeiro de 2019.

(Poderia apostar que esta seja a moeda de troca posta sobre a mesa — o que você quer trocar para fechar este apoio, presidente?, perguntaria, por exemplo, um Roberto Jefferson, do PTB. Que os procuradores não me mandem para a cadeia,  responderia Temer, num diálogo hipotético).

Para Kátia, “o conteúdo dessa matéria (a do UOL) fede a Moreira Franco”. Em seguida, ela pergunta: “Beira o ridículo.Qual candidato vai querer beirar alguém na margem de erro?”

(“Você me apoia, mas fica longe de mim”, diria o aliado a Temer).

A senadora Kátia Abreu bate: “Nem os pífios reflexos positivos da economia o Temer consegue colar nele. É o efeito teflon ao contrário. Só rindo.”

No mesmo tom de deboche, ela faz uma sugestão ao senador Romero Jucá, bate-pau de Temer, presidente do partido que, cumprindo ordens do Planalto, a expulsou do PMDB, a partir de uma representação no Conselho de Ética, apresentada por Geddel Vieira Lima (ética… Geddel…, entendeu?).

Sugere a senadora: já que Temer quer estar no jogo em 2018, Jucá deveria levá-lo para o palanque dele em Roraima, “para dar o exemplo”.