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O passado surpreendente do ketchup: de “remédio milagroso” a molho de hambúrguer

Ketchup vermelho servido como molho
Ketchup – Foto: Reprodução: Alex P/Pexels

Hoje associado a hambúrgueres, batatas fritas e sanduíches, o ketchup já teve uma função bem diferente. No século XIX, especialmente nos Estados Unidos, o produto era comercializado como um tônico medicinal e indicado para aliviar indigestão, dores estomacais, diarreia e outros desconfortos digestivos. Com informações da Terra.

A fama ganhou força na década de 1830, quando o médico John Cook Bennett passou a defender que o tomate possuía propriedades curativas. A partir dessa ideia, extratos da fruta começaram a ser vendidos em pílulas e soluções concentradas, com promessas de tratar desde indigestão até quadros como icterícia, fazendo o ketchup ganhar fama como um “remédio do tomate”.

A fórmula da época era mais concentrada e menos adocicada, preparada com polpa de tomate, especiarias, vinagre e extratos herbais, sem os conservantes e açúcares presentes nas versões atuais. Com o avanço da medicina e os questionamentos sobre a eficácia desses produtos, o ketchup deixou as farmácias, ganhou uma receita voltada ao consumo alimentar e se consolidou como um dos condimentos mais populares do mundo, impulsionado pela expansão do fast-food.