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Laranja de Flávio Bolsonaro em loja de chocolates estava em esquema da rachadinha

Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e outros parlamentares do PSL formaram uma espécie de “tropa de choque do partido” na tentativa de obstruir CPMI
. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Do Globo:

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) afirma haver indícios de que a loja de chocolates do senador Flávio Bolsonaro (sem partido/RJ) tenha sido utilizada, a exemplo de transações imobiliárias do então deputado estadual, para lavagem de recursos ilícitos provenientes do esquema de “rachadinhas” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Segundo o MP, há diferenças de cerca de 25% entre o faturamento auditado da Bolsotini Chocolates e Café LTDA. e o recebimento de valores declarado na conta bancária da empresa.

De acordo com a investigação, as movimentações financeiras da empresa também levantam suspeitas de que o sócio de Flávio na loja de chocolates, Alexandre Ferreira Dias Santini, tenha sido usado como “laranja” do então deputado para encobrir a suposta injeção de recursos ilícitos na empresa.

Em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral em 2018, quando concorreu ao Senado Federal, Flávio declarou ser dono de 50% da loja de chocolates, uma franquia da rede Kopenhagen no Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Santini é o dono da metade da empresa, que foi adquirida por R$ 800 mil e tem capital social de R$ 200 mil, de acordo com os documentos levantados pela investigação.

Segundo o MP, a cota de participação de Santini na loja de chocolates foi coberta por Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio, em duas transferências bancárias que totalizaram R$ 550 mil. As transferências de Fernanda, realizadas em fevereiro de 2015 para a C2S Comércio de Alimentos, dona da franquia, também se destinaram a cobrir parte da cota do marido. Segundo o MP, Flávio declarou apenas ter pago um sinal de R$ 50 mil.

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