Laudo descarta perturbação mental de diarista acusada de matar casal em BH
Um laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a diarista Paola Stefany Neto não apresentava perturbação mental no momento do crime pelo qual é acusada em Belo Horizonte. O exame ocorreu em 14 de setembro, e o advogado Bruno Correa Lemos confirmou o resultado ao UOL. Até a atualização da reportagem, o Judiciário mineiro não havia confirmado o recebimento do documento.
A Justiça determinou a perícia em agosto após Paola afirmar que teria agido durante um “surto psicótico”. O procedimento também considerou informações sobre instabilidade emocional, atendimento psiquiátrico e uso contínuo de medicação controlada. O processo criminal ficou suspenso durante a apuração da sanidade mental, e a defesa aguarda a avaliação de um médico particular antes de decidir se pedirá outro laudo.
Paola está presa preventivamente e responde por dois latrocínios. A Polícia Civil a indiciou pelas mortes do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, encontrados mortos em junho no apartamento onde viviam, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.
