O que o laudo revelou sobre a morte do ciclista em Copacabana

O laudo cadavérico de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, apontou hemorragia interna, traumatismo cranioencefálico, lesão no baço e no rim esquerdo como causas da morte após o espancamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O exame identificou ferimentos no tronco, membros, costas, abdômen, glúteo e cabeça.
O professor de Medicina Legal Nélson Massini avaliou que os golpes provocaram fraturas nos dois lados do crânio, hemorragias intracranianas, contusão e edema cerebral. No abdômen, a vítima teve ruptura do baço e sangramento no rim esquerdo; as lesões internas causaram perda de sangue. Marcas lineares no corpo são compatíveis com o uso de um instrumento alongado, embora o laudo não permita relacionar cada ferimento a um golpe específico.
Cláudio Rafael foi agredido depois de ser confundido com um ladrão de bicicletas. O segurança Davi Santos Machado e os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Aílton José da Silva são apontados como autores das agressões. Jorge Luiz Ricardo Dias, outro segurança, é suspeito de participação indireta; os quatro estão presos temporariamente. A 12ª DP (Copacabana) procura um quinto suspeito e deve ouvir outras pessoas que aparecem nas imagens ou foram citadas durante a investigação.
