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Laudo revela a causa da morte da mulher assassinada pela estagiária da PM

Thawanna da Silva Salmazio – Foto/Reprodução

A mulher baleada durante uma abordagem policial em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, morreu devido a “hemorragia interna aguda”, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluído nesta sexta-feira (10). Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, foi atingida por um disparo da soldado Yasmin Cursino Ferreira após uma discussão entre ela e os policiais na madrugada do dia 3 de abril. A causa da morte foi confirmada pela certidão de óbito, que também mencionou “agente perfuro contundente”.

Após o incidente, Yasmin Cursino Ferreira, estagiária da Polícia Militar, e o soldado Weden Silva foram afastados de suas funções. A investigação está sendo conduzida pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar (PM), que analisa as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos. O caso também é acompanhado pelo Ministério Público.

O episódio gerou protestos, com a advogada da família de Thawanna, Viviane Leme, criticando a falta de empatia dos policiais envolvidos: “A soldado não teve nenhum tipo de empatia, não era uma ocorrência, as pessoas estavam andando na rua. Quem deu causa, inclusive, foi a viatura que bateu no cotovelo dele (do Luciano). Enfim, uma tragédia que poderia muito bem ter sido evitada”.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) declarou que a investigação é prioritária. Segundo relatos, o resgate demorou mais de 30 minutos, e Thawanna ficou no chão sem receber atendimento médico imediato. Ela foi levada ao Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu aos ferimentos.