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“Lei Vini Jr”: por que jogador não foi expulso por falar com a boca coberta na Copa

Bellingham cobre a boca para falar com Ayew durante partida entre Inglaterra e Gana na Copa. Foto: Reprodução

Jude Bellingham chamou atenção ao ser flagrado cobrindo a boca durante uma conversa com Jordan Ayew no empate sem gols entre Inglaterra e Gana pela Copa do Mundo. Apesar do gesto, o meia inglês não foi punido pela arbitragem nem teve o lance revisado pelo VAR.

Segundo a orientação da Fifa, a punição para jogadores que cobrem a boca durante uma conversa só deve ocorrer em situações de confronto, discussão ou provocação. A avaliação da arbitragem foi de que o diálogo entre Bellingham e Ayew não apresentava caráter hostil, o que afastou a possibilidade de cartão.

Antes da Copa, o chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, explicou que conversas amistosas entre jogadores continuam permitidas. “Os jogadores podem continuar cobrindo a boca com o braço e a camisa porque podem conversar com amigos. É normal conversar antes, durante ou depois da partida. Então, se a conversa for amigável, eles podem continuar sem problemas. Quando a conversa é confrontadora, cobrir a boca significa que você está fazendo algo muito errado, potencialmente, e a sanção é o cartão vermelho”, afirmou.

A chamada “lei Vini Jr.” ganhou força após um episódio envolvendo Vinícius Jr. e o argentino Gianluca Prestianni em uma partida entre Real Madrid e Benfica. Nesta Copa, a regra já resultou na expulsão do paraguaio Miguel Almirón, que cobriu a boca durante uma discussão com um adversário no jogo entre Paraguai e Turquia. O caso foi revisado pelo VAR e terminou com cartão vermelho.