Líder do PCC que deixou prisão há um mês pode ter ligação com morte de delegado

Um coronel da cúpula da Polícia Militar afirmou que a execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, teve características de ação “coordenada, planejada e com tática profissional”. A declaração reforça a complexidade do crime, investigado por uma força-tarefa que analisa diferentes hipóteses, entre elas a participação direta do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo fontes ligadas ao caso, uma das linhas de apuração aponta para a atuação de uma liderança da facção que deixou um presídio federal há cerca de um mês e estaria operando na Baixada Santista. Essa célula do PCC, conhecida como “restrita tática”, reúne cerca de 25 integrantes treinados para ataques com fuzis e explosivos.
De acordo com os investigadores, ao menos seis criminosos teriam participado da ação, entre atiradores, motoristas e responsáveis pela vigilância. O Ministério Público já havia registrado ameaças contra Fontes em ocasiões anteriores.
Documentos apontam que o ex-delegado foi mencionado por criminosos do PCC no mesmo período em que a facção jurou de morte o senador e ex-juiz Sérgio Moro e o promotor Lincoln Gakiya. Embora o nome de Fontes não tenha sido divulgado publicamente, ele foi alertado pessoalmente de que estava na lista de alvos.
