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O segredo da longevidade? A ciência pode ter descoberto o que realmente limita a vida

Ilustração de células humanas e estrutura de DNA
Ilustração do corpo humano. Foto: Reprodução

Um estudo publicado em 25 de junho na revista ‘npj Aging’ estimou que a vida humana poderia ter uma mediana de 156 anos caso outros mecanismos do envelhecimento fossem controlados e restassem apenas os efeitos das mutações somáticas. O modelo matemático calculou uma faixa teórica entre 146 e 194 anos, sem prever que pessoas alcançarão essas idades ou estabelecer um limite biológico comprovado.

Pesquisadores do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia e do Artificial Intelligence Research Institute apontaram neurônios e cardiomiócitos, as células musculares do coração, como os principais obstáculos nesse cenário. Esses tecidos têm capacidade muito limitada de repor células, o que permite que alterações acumuladas no DNA comprometam funções vitais ao longo do tempo.

Na simulação, a expectativa de vida mediana chegaria a 1.759 anos em uma hipótese extrema na qual o risco de morte não aumentasse com a idade. Os autores ressaltam, porém, que o resultado serve apenas como comparação matemática: disfunção mitocondrial, alterações epigenéticas, perda de proteostase e outros processos também reduzem a longevidade, e não há tratamento capaz de eliminar todos esses danos.