Luciano Huck e Joaquim Barbosa trocam figurinhas sobre eleições de 2018
Texto de Gilberto Amendola no Estadão.
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O empresário e apresentador Luciano Huck já se aconselhou com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa sobre o cenário eleitoral e uma eventual candidatura presidencial. O ex-ministro teria pedido “cautela” ao postulante ao posto mais alto da República.
O principal encontro ocorreu no início de novembro, no Rio. Na ocasião, segundo interlocutores próximos aos dois, Huck estava animado com os números de aprovação de sua imagem e com a participação em movimentos como o Agora! e o RenovaBR – além das conversas que mantinha com o PPS.
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Huck e o ex-presidente do Supremo têm intimidade para isso. Os dois construíram uma relação de amizade – e o filho de Barbosa, Felipe, foi funcionário de Huck na produção de seu programa na TV Globo, Caldeirão do Huck, em 2013 (ele não trabalha mais no programa). Dias depois, Huck publicou uma carta no jornal Folha de S.Paulo declarando que não será candidato.
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Assim como Huck, Barbosa também flerta com uma suposta candidatura presidencial – alvo de investidas do PSB. A ala do partido que é contrária à aliança da sigla com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem feito uma ofensiva para convencê-lo a se filiar e disputar o Planalto.
Publicamente, os possíveis “outsiders” de 2018 não alimentam as expectativas. Mas nada parece definitivo em se tratando de política. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve a condenação confirmada em segunda instância e não tem garantias de que será candidato; e a última pesquisa do Datafolha trouxe bons números para Huck… As articulações foram retomadas. O PPS e Huck continuam se namorando. Neste cenário, surgiu a tese mais recente: uma dobradinha Huck e Barbosa.
No evento do RenovaBR, na sexta-feira, representantes de movimentos como Agora!, Acredito e Livres mostraram empolgação com a hipótese de uma chapa pura dos “outsiders” em 2018. O Instituto Locomotiva divulgou uma pesquisa mostrando que “95% dos brasileiros afirmam que os atuais políticos não são transparentes nem prestam contas à população” e que “93% da população afirma que é preciso formar novas lideranças políticas para mudar o País”.
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