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Após 12 cirurgias, atleta paralímpica decide amputar perna: “Liberdade de viver”

Luiza Fiorese, atleta brasileira de vôlei sentado
Luiza Fiorese, atleta brasileira de vôlei sentado. Foto: Reprodução

A atleta paralímpica Luiza Fiorese, da Seleção Brasileira de vôlei sentado, decidiu amputar a perna esquerda depois de passar por 12 cirurgias desde a adolescência. Natural de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo, ela recebeu o diagnóstico de osteossarcoma no fêmur aos 15 anos e substituiu parte do osso por uma endoprótese após o tratamento contra o câncer.

A amputação transfemoral, acima do joelho, ocorreu após um espaçador colocado para preparar uma nova troca de prótese se quebrar e provocar dores e complicações. Os médicos apresentaram a ela a alternativa de uma nova endoprótese, que exigiria outra substituição no futuro, ou a amputação. O procedimento preservou parte dos ossos abaixo do joelho, reposicionados e unidos ao fêmur, o que facilita a adaptação a uma prótese.

Medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e campeã mundial na Bósnia em 2022, Luiza afirma que já percebe mais facilidade nas atividades cotidianas. “Eu não vejo a amputação como uma coisa que me tirou algo. Eu vejo como algo que me deu liberdade de viver de novo”, disse. Ela agora pretende concluir a reabilitação perto da família e recuperar a mobilidade para voltar a viajar.