Lula e aliados esperam que STF mude de posição sobre prisão
Reportagem de Marina Dias na Folha.
Após a esperada e acachapante derrota no STJ (Superior Tribunal de Justiça), nesta terça-feira (6), a cúpula do PT e a defesa do ex-presidente Lula apostam agora em uma mudança de entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a execução provisória de pena.
A avaliação de auxiliares do petista, ouvidos pela Folha, é a de que os ministros da corte podem chegar a um voto médio, ou seja, entender que a prisão será possível somente após decisão do STJ, e não da condenação em segunda instância.
Nas contas dos assessores do ex-presidente, que têm feito um périplo pelos gabinetes do STF, isso poderia render uma sobrevida de seis meses a um ano a Lula –caso o rito siga seu ritmo habitual nos tribunais.
A estratégia, comandada pelo criminalista Sepúlveda Pertence, é garantir que Lula não seja preso. A ideia de que o ex-presidente pode ser candidato ao Planalto nas eleições deste ano perde cada vez mais força entre os integrantes da cúpula do PT.
(…)
Publicamente, o PT e Lula têm se recusado a discutir um plano B para o caso de o ex-presidente ser impedido de concorrer às eleições pela Lei da Ficha Limpa. A ideia é que o petista registre sua candidatura em 15 de agosto, mesmo que esteja preso.
Se for barrado, petistas admitem que será necessário ungir um substituto, que pode ser Fernando Haddad ou Jaques Wagner.
Caso o STF acate o voto médio, os petistas acreditam que Lula poderá fazer campanha solto, para ele ou para seu apadrinhado e, assim, desequilibrar a disputa –o ex-presidente lidera as pesquisas.
(…)

