Lula prepara ajuste fiscal, mas descarta cortar programas sociais

O governo Lula estuda medidas para melhorar as contas públicas no quarto mandato, com reforço ao arcabouço fiscal, revisão de benefícios tributários e um compromisso mais explícito com a meta fiscal. A equipe econômica também avalia novas travas para desacelerar o crescimento das despesas e reduzir a pressão sobre juros e dívida pública. Com informações do g1.
Dario Durigan afirmou durante a campanha que não haverá um “cavalo de pau” na economia. A projeção defendida pela equipe prevê um ajuste de cerca de dois pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2027 e 2030, levando o resultado primário de um déficit estimado em 0,4% do PIB, em 2026, para superávit de 1,6% em 2030.
O governo pretende enviar ao Congresso um projeto para formalizar a busca pelo centro da meta fiscal em 2027, de superávit primário de R$ 73,2 bilhões, ou 0,5% do PIB. Ao mesmo tempo, Lula e Durigan descartam interromper a política de ganho real do salário mínimo, desvincular aposentadorias do piso nacional ou cortar programas sociais. “A gente nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres”, disse o ministro.
