Lutador explica por que votou em Bolsonaro e hoje apoia Lula

Professor de jiu-jítsu, boxe e muay thai em São Luís, Daniel Silva, de 27 anos, afirma que vota em Lula por considerar que o petista dá voz às minorias. Morador do bairro da Liberdade, apontado como o maior quilombo urbano do país, ele diz que combate o machismo no ambiente das lutas e critica casos de assédio e estupro envolvendo professores de jiu-jítsu.
Daniel conta que votou em Jair Bolsonaro em 2018, após a morte de familiares e o assassinato de um tio durante um assalto. “Estava com raiva e sendo bombardeado por aqueles vídeos ‘bandido bom é bandido morto’”, relembra. Ele diz que tinha ressalvas desde o início e que, em 2022, votou em Lula. “Eu prefiro dizer: evoluí.”
Filho de militantes, Daniel atribui a mudança à formação recebida da mãe, Georgina Maria Costa da Silva, que atuou pela criação da primeira Delegacia da Mulher do Maranhão. Ele também critica a falta de saneamento e segurança na Liberdade, além do abandono de quilombos e invasões em terras indígenas no estado. No segundo turno, afirma que repetirá o voto em Lula com mais convicção.
