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Uso frequente de maconha pode afetar resposta ao estresse, diz estudo

Homem prepara cigarro de maconha durante ato do 4/20 em Bogotá
Homem prepara cigarro de maconha durante ato do 4/20 em Bogotá, na Colômbia. Foto: Reprodução

Um estudo publicado na revista científica Cannabis sugere que consumidores frequentes de maconha acordam com níveis mais altos de cortisol, hormônio ligado à resposta ao estresse. A pesquisa foi liderada por cientistas da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, e analisou a relação entre o uso habitual de cannabis e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, sistema neuroendócrino que ajuda o corpo a lidar com situações de pressão.

Os pesquisadores compararam a resposta do cortisol ao despertar, conhecida pela sigla em inglês CAR. Em geral, o cortisol aumenta pela manhã e atinge o pico cerca de 30 minutos depois de a pessoa acordar. No estudo, a variação entre o primeiro e o segundo momento foi semelhante entre usuários e não usuários, mas consumidores habituais de cannabis já começavam o dia com uma concentração mais elevada do hormônio.

A líder do estudo, Anita Cservenka, afirmou: “Nossa pesquisa sugere que os níveis de cortisol ao despertar podem servir como um marcador neurobiológico do uso problemático de cannabis, e essa conexão precisa ser mais bem investigada”. Os pesquisadores ressaltam que o trabalho não prova relação de causa e efeito. Nos EUA, 29% dos adultos de 19 a 30 anos relataram ter usado cannabis nos 30 dias anteriores, quase o dobro do índice de 15 anos atrás; mais de 10% disseram consumir a substância 20 vezes ou mais no mesmo período.