Maduro comemora declaração da OEA: ‘Acabou o tempo da intervenção ianque’
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, comemorou publicamente a declaração da Organização dos Estados Americanos (OEA) cobrando respeito à democracia e à soberania do país frente a qualquer ingerência externa. Ao discursar ontem durante uma série de atos pelo Dia Internacional da Mulher, ele avaliou o documento aprovado na véspera como um sinal de novos tempos no organismo regional.
“Acabou-se o tempo do intervencionismo ianque na América Latina, das ditaduras, dos golpes de Estado. Acabou-se o tempo do domínio da oligarquia sobre os nossos povos”, disse Maduro. “Isso faz uma nova história na OEA. Graças à força de lealdade que se levantou na América Latina, acabou o tempo em que a OEA purificava as ingerências. Acabou o tempo do Ministério das Colônias.”
Na sexta-feira, por 29 votos a três, os países-membros da OEA rejeitaram a possibilidade de enviar observadores internacionais para relatar a crise aberta por atos violentos iniciados no último dia 12 de fevereiro, com 20 mortes confirmadas até agora.
A reunião havia sido solicitada pelo Panamá, que desejava convocar um encontro de chanceleres para emitir uma declaração contrária ao governo de Nicolás Maduro. Essa postura foi avaliada pelo chavismo como uma ingerência, e resultou na expulsão dos diplomatas panamenhos sediados em Caracas. “Pretendeu agredir a Venezuela, veio com lã e saiu tosquiado”, ironizou Maduro.
No texto, o Conselho Permanente da OEA expressou seu “reconhecimento, o apoio pleno e o incentivo às iniciativas e aos esforços do governo democraticamente eleito da Venezuela e de todos os setores políticos, econômicos e sociais para que continuem avançando no processo de diálogo nacional, para a reconciliação política e social”.
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