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“Estava cego pelo vício”: mãe diz que filho perdeu o controle com apostas

Vânia de Souza Borges e o filho Rafael
Vânia de Souza Borges ao lado do filho Rafael. Foto: Reprodução

A professora Vânia de Souza Borges cobra a responsabilização de empresas de apostas online e de influenciadores digitais após a morte do filho, Rafael Borges Amaral, aos 26 anos, em Minas Gerais. Ela afirma que, antes de as apostas entrarem na rotina dele, Rafael acordava às 5h para trabalhar em um lava a jato e voltava para casa à noite, mas passou a virar madrugadas no celular.

“Ele trabalhava muito. Acordava às 5h da manhã e, às vezes, só chegava em casa à noite. Só que, quando chegava, continuava jogando. Quando eu via aquilo, ficava muito preocupada. Eu aconselhava, implorava para ele parar, dizia que era golpe, mas ele insistia em continuar. Parecia estar cego pelo vício”, disse ao g1.

Ela procurou a Promotoria Criminal de Uberlândia, mas o caso seguiu para áreas de Defesa do Consumidor e da Saúde, e o Ministério Público de Minas Gerais arquivou a investigação em maio de 2025. A carta enviada por ela também integrou documentos da CPI das Bets, no Congresso; o parecer da senadora Soraya Thronicke que sugeria indiciamentos de influenciadores e empresários ligados ao setor acabou rejeitado por 4 votos a 3.