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Mais de 3 milhões são mortos anualmente por calor extremo e poluição, diz estudo

Relógio de rua em São Paulo marcando 39º
Relógio de rua em São Paulo marcando 39º – Reprodução/Agência Brasil

Um relatório publicado nesta quarta-feira (29) pela revista científica “The Lancet” apontou que o calor extremo e a poluição causam mais de 3 milhões de mortes por ano. Produzida em parceria com a Organização Mundial da Saúde e especialistas de mais de 70 instituições, a publicação registrou aumento de 23% nas mortes relacionadas ao calor desde os anos 1990 e 2,52 milhões de óbitos atribuídos à queima de combustíveis fósseis. O documento afirma que 13 dos 20 indicadores avaliados atingiram recordes globais no último ano.

Segundo o levantamento, cada pessoa esteve exposta em média a 16 dias de calor extremo em 2024, e 94% desses episódios não ocorreriam sem mudanças climáticas. O relatório mostra impacto na prática de exercícios, no sono e na capacidade de trabalho, além de relação com incêndios florestais e insegurança alimentar. A produção de energia por fontes renováveis teria reduzido cerca de 160 mil mortes por ano.

No Brasil, o estudo aponta média anual de 3,6 mil mortes por calor entre 2012 e 2021, 4,4 vezes mais do que na década de 1990. O país também registrou 41 dias de alto risco de incêndios florestais por ano entre 2020 e 2024 e aumento expressivo de áreas afetadas por seca extrema. A temperatura da superfície do mar subiu 0,65°C em comparação ao período entre 1981 e 2010, com impacto sobre pesca e comunidades costeiras.