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Mais vozes se levantam contra os abusos da PF, que silencia

A PF na UFMG

Do G1

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Ministério Público Federal

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal, disse, também em nota, que “considera ser infeliz a denominação dada à operação policial, a qual se apropria de passagem de música de Aldir Blanc e João Bosco, imortalizada na voz de Elis Regina, e que se tornou hino da luta por liberdades e direitos no país”.

A PFDC disse também que a implementação do Memorial da Anistia Política “é indispensável para a preservação da memória sobre as graves violações aos direitos humanos perpetradas durante a ditadura militar no Brasil”.
Ainda segundo a nota, “Qualquer iniciativa de investigação de desvios de recursos na implementação do Memorial não pode ser usada para depreciar a importância jurídica e histórica da preservação da memória sobre o legado de violações aos direitos humanos no regime militar autoritário”. A PFDS também questionou “o eventual uso exagerado de medidas coercitivas, especialmente no ambiente da academia”.

Comissão da Verdade

Em nota, integrantes da

Comissão da Verdade em Minas Gerais (Covemg) se disseram surpresos e indignados com a operação da Polícia Federal.
“Há um evidente ataque de setores conservadores e autoritários contra a Universidade brasileira e tudo o que essas instituições representam para o Brasil”, disse a entidade.

Ainda segundo a Covemg, a “construção do Memorial da Anistia em Belo Horizonte é um complexo projeto arquitetônico e de engenharia que envolve a reforma de prédios antigos e a construção de novos equipamentos em terreno com problemas estruturais. Portanto, o devido acompanhamento dessa obra, paralisada a fórceps pelo atual governo federal, não deveria ser objeto de ação policial e sim, de adequações financeiras, técnicas e administrativas”.