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Mamutes, dodôs e lobos: os animais extintos que podem voltar à vida na Terra

O mamute-lanoso e a ave dodô. Foto: Divulgação

A Colossal Biosciences, empresa de biotecnologia dos Estados Unidos, anunciou o nascimento de três filhotes de lobo pré-histórico, extinto há cerca de 12.500 anos. O feito foi descrito como o primeiro caso bem-sucedido de “ressurreição” de um animal extinto. Para alcançar o resultado, os cientistas extraíram DNA de fósseis, reconstruíram genomas completos e os compararam com espécies atuais, como lobos e raposas.

A mesma companhia lidera outros projetos de desextinção. Entre eles está o tilacino, ou lobo-da-tasmânia, que desapareceu em 1936. Outro projeto envolve o mamute-lanoso, extinto há cerca de 4 mil anos. Usando DNA preservado e o genoma do elefante asiático, os cientistas acreditam que seria possível reintroduzi-lo na tundra ártica.

O dodô, ave símbolo da perda de biodiversidade, desapareceu em 1681 nas Ilhas Maurício. Pesquisadores afirmam que sua reintrodução poderia recuperar funções ecológicas, como a dispersão de sementes de árvores nativas. Nos Estados Unidos, a organização Revive & Restore busca trazer de volta o pombo-passageiro.

Na Europa, cientistas já usaram retrocruzamentos de gado para criar o touro semelhante ao auroque, espécie de bovino extinta em 1627. E em 2003, o bucardo chegou a ser clonado a partir de células preservadas, mas sobreviveu apenas sete minutos.