Maníaco do Novo Gama deixa prisão e vai morar com mulher que conheceu internado

A Justiça do Distrito Federal decretou a desinternação condicional de Adaylton Nascimento Neiva, 47, conhecido como Maníaco do Novo Gama, e impôs uma série de medidas para que ele deixe a unidade de internação. Entre as condições definidas pela juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais, ele deve manter o tratamento de saúde mental atualizado e apresentar relatório médico todos os meses.
A decisão também exige que Adaylton apresente uma “ocupação lícita que promova o seu bem-estar físico, econômico, mental e social”. Ele não pode deixar o Distrito Federal e deve retornar para casa diariamente até as 22h, salvo em casos de força maior, estudo ou trabalho. A Justiça também proibiu a presença dele em bares, prostíbulos e casas de jogos, além do consumo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas.
O Maníaco do Novo Gama também não poderá portar armas ou qualquer instrumento capaz de colocar em risco a própria integridade física ou a de outras pessoas. Telefones e endereços deverão permanecer atualizados formalmente junto à Justiça. O termo judicial ainda prevê que conflitos ou fatos que dificultem o cumprimento das regras sejam comunicados imediatamente à Seção Psicossocial.
Adaylton confessou ter executado pelo menos nove mulheres em Goiás e no Distrito Federal e recebeu condenação de 54 anos e 6 meses de reclusão por homicídios qualificados, estupros e aborto provocado por terceiro. Ele formalizou união estável com uma mulher enquanto estava internado na Ala Psiquiátrica do Presídio Feminino e deve morar com ela após deixar a unidade. Na decisão, a magistrada afirmou que o quadro atual de saúde mental “não demanda a continuidade do tratamento em regime de internação”.
