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Manteiga premium vira luxo acessível e ganha assinatura de chefs

Manteiga fermentada com koji do restaurante Corrutela
Manteiga fermentada com koji servida pelo restaurante Corrutela. Foto: Reprodução

A manteiga premium ganhou espaço entre consumidores e restaurantes ao combinar produção artesanal, sabores especiais e a busca por pequenos luxos no dia a dia. Levantamento da NielsenIQ aponta que as categorias premium e superpremium cresceram 18,4% em unidades no último ano, enquanto a manteiga convencional ficou praticamente estável, com variação negativa de 0,1%.

No Brasil, fabricantes apostam em versões fermentadas, tostadas e saborizadas com ingredientes como alho negro, trufa, jatobá, mel, pequi e frutas liofilizadas. A Manteigaria Nacional, de Luziânia (GO), viu a participação de consumidores finais passar de 3% em 2025 para 9% neste ano e prepara uma loja em São Paulo, prevista para novembro. A empresa projeta que esse público alcance 20% das vendas em 2027.

Chefs também transformaram a manteiga em parte da identidade de seus menus. No Nelita, em São Paulo, Tássia Magalhães serve manteiga noisette com pão de fermentação natural e flor de sal. O Corrutela fermenta o produto com koji por cerca de cinco dias, enquanto o Íz, em Goiânia, apresenta no couvert versões com pequi, tomate defumado, abóbora com baru e beterraba com limão-china.