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Manter carro antigo compensa? Veja quando um veículo com mais de 20 anos dá prejuízo

Chevrolet Vectra anos de 1990. Foto: Divulgação

Com a expansão da frota de veículos antigos no Brasil, cresce a dúvida sobre a real vantagem de manter carros com mais de duas décadas de uso. Em muitos estados, modelos fabricados até 2005 estão livres do pagamento do IPVA, o que representa economia direta para o bolso do motorista.

No entanto, despesas com manutenção e o baixo valor de revenda podem comprometer esse benefício. Entre os atrativos, além da isenção do imposto, está o preço reduzido do seguro, que em alguns casos é mais barato do que o de veículos usados recentes.

Para quem roda pouco, em trajetos curtos ou apenas nos fins de semana, a conta pode fechar, tornando a posse de um carro antigo financeiramente interessante. O problema aparece na hora da manutenção. Veículos com mais de 20 anos geralmente exigem reparos constantes em motor, suspensão e elétrica.

A dificuldade em encontrar peças originais pode elevar ainda mais os custos, que muitas vezes superam o valor de mercado do automóvel. Outro fator decisivo é a segurança. Modelos mais antigos não oferecem itens básicos da frota atual, como airbags, freios ABS ou controle de estabilidade, o que aumenta os riscos em viagens longas ou no uso diário.