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Marçal é condenado por usar morte do pai de Tabata para atacá-la

Pablo Marçal e Tabata Amaral durante debate nas eleições de 2024. Foto: Estadão Conteúdo

A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou Pablo Marçal pelo crime de difamação eleitoral contra a deputada Tabata Amaral. A decisão, que ainda permite recurso, estabelece que o coach usou desinformação para prejudicar a parlamentar durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024.

Em entrevista a podcast, Marçal sugeriu que Tabata teria abandonado o próprio pai, associando a morte dele ao período em que ela estudava em Harvard. “O pai dela, ela foi para Harvard e o pai dela acabou morrendo”, afirmou na ocasião.

O juiz Antonio Maria Patiño Zorz apontou que o próprio Marçal reconheceu ter feito a comparação para influenciar eleitores, o que configuraria o crime. A pena inicial de quatro meses e 15 dias de detenção foi substituída pelo pagamento de 200 salários mínimos, equivalentes a R$ 303,6 mil. O magistrado destacou que o coach se valeu de falsas associações para atacar a imagem da deputada durante a pré-campanha.

Tabata Amaral afirmou que Marçal utilizou um “momento sofrido” como arma eleitoral. Seu pai tinha problemas severos com o álcool e cometeu suicídio quando ela tinha 18 anos. “Usar a dor mais íntima de uma família como arma eleitoral ultrapassa qualquer limite de humanidade”, disse. A deputada também alertou que normalizar esse tipo de ataque reforça a ideia de que “na política, vale tudo”.