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Jovem morto em agressão após ato de Lula tem órgãos doados e salva quatro vidas

Marcelo de Oliveira Rocha, engenheiro ambiental morto após agressão em Santos
O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha. Fotomontagem: Reprodução/ Redes sociais

A doação de órgãos do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, morto após ser agredido e roubado em Santos, no litoral de São Paulo, salvou pelo menos quatro vidas, segundo a família. Pâncreas, rim, fígado e córneas foram considerados aptos para transplante. “Ele era uma pessoa tão boa que perdeu a vida, mas salvou quatro”, disse o pai, Marcelo Rodrigues da Rocha.

Marcelo tinha 28 anos e fazia mestrado em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele havia participado de uma apresentação da Banda Esquerdantina em apoio à reeleição do presidente Lula e se afastou do ato para ir ao banheiro, na madrugada de 24 de outubro, quando um grupo o atacou e levou seus pertences. A família autorizou a doação após a confirmação da morte cerebral.

A Polícia Civil identificou oito suspeitos: seis adolescentes e dois adultos. Três adolescentes foram apreendidos, e a Justiça decretou a prisão temporária de um adulto apontado como responsável pela conta no TikTok que transmitiu as agressões ao vivo. A investigação trata o caso como latrocínio, pois os agressores roubaram o celular e outros objetos da vítima.