Defesa da criança explica laudo do IML que não encontrou sinais de abuso de Marco Furlan

A defesa da criança de 5 anos envolvida no caso de Marco Furlan afirmou que a ausência de lesões físicas identificadas no exame do Instituto Médico-Legal (IML) não afasta, isoladamente, a ocorrência do crime investigado. O laudo, divulgado na segunda-feira (10), registra que não houve evidências de lesões corporais nem elementos de ato libidinoso no procedimento realizado em 4 de agosto.
Em nota, a advogada Maria Fernanda Mituo destacou que o próprio documento ressalva que a inexistência de lesões macroscópicas não basta para descartar o delito, sobretudo pelas particularidades do exame e pelo tempo transcorrido desde o episódio. O IML também mantém exames complementares em andamento, incluindo a pesquisa de espermatozoides; a defesa espera os resultados nos próximos 30 dias.
Marco Furlan é investigado por suspeita de estupro de vulnerável após um episódio ocorrido na madrugada de 2 de agosto, em uma propriedade em Pindamonhangaba, no interior paulista. A defesa da criança afirma que o relatório final da investigação apontou indícios de materialidade e autoria com base em depoimentos e outros elementos reunidos pela polícia. O ator teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
