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Marido de PM encontrada morta dizia acessar e controlar redes da esposa

Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução

Um print de conversa obtido pela família da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, passou a integrar a investigação sobre sua morte em São Paulo. A soldado foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, região central da capital, em 18 de fevereiro. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.

Na mensagem atribuída ao tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, ele afirma: “Boa tarde. Eu sou marido da Gisele. Eu tenho acesso às redes sociais dela e ela às minhas redes sociais. Eu que printei as conversas sua com ela. Acho que vc está com muita conversa com a minha esposa. Então meu amigo, se orienta blz!”. A resposta enviada pelo primo da policial diz: “Bom que você viu as nossas conversas e viu que não tem nada demais além de uma conversa de primos que se conhecem há mais de 15 anos.”

O laudo necroscópico apontou que o disparo ocorreu com o cano da arma encostado no lado direito da cabeça de Gisele. Peritos também localizaram sangue não identificado no box do banheiro do apartamento após o uso de luminol. O exame residuográfico não detectou vestígios de pólvora nas mãos da policial nem nas do tenente-coronel, que solicitou afastamento das funções na Polícia Militar enquanto a investigação segue em andamento.